quinta-feira, 13 de novembro de 2014



Devora-me ou eu te decifro!



Sabe, meu primeiro contato com Manoel de Barros foi por alguns versos de XXX que me foram apresentados por Alexandre. Mas naquele momento, mesmo tendo achado lindo, aquilo não me tocou como algo de Manoel de Barros.



Anteontem, conheci outro trecho que me emocionou e que identifiquei como algo de Manoel de Barros, não como algo que um alguém qualquer tenha dito e eu tenha gostado.



Me refiro a isso de saber das origens, de onde vêm as coisas, de quem vêm. Me refiro também a isso de ter sempre as Humanas me acenando amorosamente e eu, teimosamente, seguindo outras direções por aquelas imaturidades da alma que custam a sarar e que o tempo não perdoa, porque tudo morre, gostemos ou não.



Eu falo sério quando digo que quero mais poesia. Não como quem faz, mas como quem conhece, como quem sabe onde se cruzam as abcissas e ordenadas. Isto posto, decreto, tal qual Leminski: se poesia não for amor, mais nada será. Devora-me ou eu te decifro.



E falo mais sério ainda que vou amar ganhar exemplares de Manoel de Barros, de Maria, de Pessoa, de Poesia. Já é natal na Leader Magazine! <3

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