sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Sentido consentido



Nem todo sentido é necessariamente consentido.

Assim, nem tudo que digo a mim mesmo, dou.

Nem tudo que penso, sou.

Nem tudo o que sinto se explica.

Eu sou aquilo que faço. Não sou aquilo que digo ou que penso ou que ouvem ou que sinto que faço.

Talvez eu seja também o que falo, mas o que mais não seria o que falo além de também aquilo que faço.

E justamente por ser aquilo que faço, não é porque não diga sempre o que penso, ou porque não possam ouvir o que sinto, que não seja eu capaz de dar sempre esse passo.

É que eu não digo o que penso, eu tento dizer o que faço.

E é exatamente assim que eu acabo me fazendo transparente, espelho sem aço...

Tudo pela glória de um dia poder dizer que tudo o que digo, faço.


06/10/12 – 14:00

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