Sentido consentido
Nem todo sentido é necessariamente consentido.
Assim, nem tudo que digo a mim mesmo, dou.
Nem tudo que penso, sou.
Nem tudo o que sinto se explica.
Eu sou aquilo que faço. Não sou aquilo que digo ou que penso
ou que ouvem ou que sinto que faço.
Talvez eu seja também o que falo, mas o que mais não seria o
que falo além de também aquilo que faço.
E justamente por ser aquilo que faço, não é porque não diga
sempre o que penso, ou porque não possam ouvir o que sinto, que não seja eu
capaz de dar sempre esse passo.
É que eu não digo o que penso, eu tento dizer o que faço.
E é exatamente assim que eu acabo me fazendo transparente,
espelho sem aço...
Tudo pela glória de um dia poder dizer que tudo o que digo,
faço.
06/10/12 – 14:00
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