quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Kim out of the closest city year


Se a existência gerar riqueza
Então será desigual
Senão instalem função social

Se emburrecemos
Então nos desconhecemos
Senão reconheçamos

Se verdadeiro
Então existir com valor
Senão tem preço.

Se não entendermos
Então recomecemos
Ou não

Fã bi no cio de carpir e beijar
Café com pó


no
inconsciente coletivo
Todos os não-ditos
Nas entrelinhas são lidos

Coletados num cachimbo
E na língua pervertidos
Necrosados com estilo
Impolutos em seus brios
Bem satisfeito com isso
Me debruço,
Casmurro (não pinto, nem buço),
Reclamo, resvalo
Cavalgo
Relego
Relevo
Mas não revelo
Me Calo
Me nego
Me prego
Me Lego
Me Orange
Subconsciente corretivo
Com cortejos, sem castigos
Fustigagem de delírios
Panaceia pro intestino:
Sublíngua de hipertexto
Traga de volta ao contexto
Nossas mentes pequeninas
Trague olhares de meninas
Dando nomes aos sentidos
E silêncios aos discursos
Narrativa em desalinho
Abraçada por um ninho
Pollyana em agonia
Fique triste, mas sorria

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Status:

remendando poesias
procurando chaves
esquecendo rimas
desfigurando linguagens
chupando limas
revendo o que descabe
desproporcionando linhas
retocando imagens
O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas! 
Quando de vê, já é sexta-feira! 
Quando se vê, já é natal... 
Quando se vê, já terminou o ano... 
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos! 
Agora é tarde demais para ser reprovado... 
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas... 
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo... 
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. 
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana