quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Café com pó


no
inconsciente coletivo
Todos os não-ditos
Nas entrelinhas são lidos

Coletados num cachimbo
E na língua pervertidos
Necrosados com estilo
Impolutos em seus brios
Bem satisfeito com isso
Me debruço,
Casmurro (não pinto, nem buço),
Reclamo, resvalo
Cavalgo
Relego
Relevo
Mas não revelo
Me Calo
Me nego
Me prego
Me Lego
Me Orange
Subconsciente corretivo
Com cortejos, sem castigos
Fustigagem de delírios
Panaceia pro intestino:
Sublíngua de hipertexto
Traga de volta ao contexto
Nossas mentes pequeninas
Trague olhares de meninas
Dando nomes aos sentidos
E silêncios aos discursos
Narrativa em desalinho
Abraçada por um ninho
Pollyana em agonia
Fique triste, mas sorria

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