Tédio Tardio Seqüente ou Hora-extra
Sequei, sacou?
Soquei sacos de estômago.
Saquei socos de um âmago
amargo e ósculos sem asco
de um amigo sem saco. Ácido
de suco gástrico. Árbitro biltre,
o batráquio! Xis! Cheese!
: não consigo, saca? Saco!
Sequei. Saquei. Soquei.
Ok?
Ok.
Só key. Só pó, seu Sapo.
Meu trapo de mim, meu gastro.
Meu neuro, minha neura, minha neosa.
Como uma deusa: meu gastro, meu óculos.
Meus ósculos, seus beijos:
A cura, a curra, o cururu, o cu,
O olho, o sorriso esquivo, o esquilo, o escravo, o escracho, a pedra no sapato.
O tédio.
A falta de tato.
O teto.
A falta de rádio:
de som, de cicuta.
Venenosa labuta.
A rocha, bruta, no Louboutin.
No seu botão,
No seu boutin,
Seu butantã remunerado.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
De tanta noite que dormi contigo
no sono acordado dos amores
de tudo que desembocamos em amanhecimento
a aurora acabou por virar processo.
Mesmo agora
quando nossos poentes se acumulam
quando nossos destinos se torturam
no acaso ocaso das escolhas
as ternas folhas roçam
a dura parede.
nossa sede se esconde
atrás do tronco da árvore
e geme muda de modo a
só nós ouvirmos.
Vai assim seguindo o desfile das tentativas de nãos
o pio de todas as asneiras
todas as besteiras se acumulam em vão ao pé da montanha
para um dia partirem em revoada.
Ainda que nos anoiteça
tem manhã nessa invernada
Violões, canções, invenções de alvorada...
Ninguém repara,
nossa noite está acostumada.
Amanhecimento
Elisa Lucinda
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