As construções infectando um sistema que ecoa predominantemente verde
Dentro delas os que pensam serem os únicos pensantes: eles.
Contaminados por seres, por teres, por taras: sereias serenas gigantes
Pelos arquétipos que criamos
Pelos arquitetos que vemos
Infantes infames que somos
Sabemos
Negamos
Queremos.
Queiramos bem menos, se somos tão plenos
Sejamos ao menos nereidas brilhantes
Caibamos, pequenos, lá dentro do instante
Bermuda verde amarela polindo o solo do seu pequeno universo
Perenes não somos
Janelas trocamos
Os outros não vemos
Nem imaginamos
Piegas vivendo
O nosso momentum
O estorvo que vamos cagando e comendo
Tragando verde e vendo as bermudas azuis e a camisa amarela
No cabide, na tela, olhando pra dentro
Do apartamento
Minuto sangrento
Que eu crio pra mim
Profeta pequeno
Cheio de veneno
Procurando Nemo,
Eu finjo saber qual o meu fim
Fecho os olhos e ainda vejo um país branco
Do tronco que sangrou pra realeza, o manto
Me crava um espanto
Me goza um espasmo
Me enche de encanto
Me drena de asco
Me joga de novo no meu acalanto
Me tira do sonho
Vence por cansaço
Deliro quadrado nesse déjà vu
Será que vai ser sempre assim?
1710/15 - 17:37


